Poda neuronal no autismo: entenda o que é, quando acontece e como afeta o desenvolvimento
Saiba como o cérebro autista passa por um processo diferente de organização das conexões neurais e por que isso pode causar regressões
Publicado em 17/10/2025 por Michele Leite
Clique e navegue pelo artigo:
Nesse artigo você encontra:
Durante muito tempo, as causas do autismo foram cercadas por dúvidas, suposições e até mitos.
Hoje, graças aos avanços da ciência, já sabemos muito mais sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e embora ainda existam perguntas em aberto, já é possível afirmar com segurança que o autismo tem base biológica e genética, e não é causado por criação, vacinas ou falta de afeto.
Estudos mostram que o autismo tem uma forte influência genética, com estimativas indicando que entre 70% e 90% dos casos estão relacionados a fatores genéticos.
As variações genéticas podem:
Até o momento, centenas de genes diferentes já foram identificados como relacionados ao espectro autista e cada pessoa pode ter uma combinação única deles, o que explica por que o autismo se manifesta de tantas formas diferentes.
A genética é o principal fator, mas não explica tudo sozinha.
A ciência mostra que alguns fatores ambientais podem influenciar a forma como esses genes se expressam, aumentando ou reduzindo o risco em pessoas que já têm uma predisposição genética.
Esses fatores não causam autismo, mas podem ter algum impacto no desenvolvimento neurológico quando ocorrem em situações específicas, como:
Vale lembrar que: o autismo não é causado por um único fator, mas pelo conjunto entre a predisposição genética e condições biológicas do desenvolvimento.
A ciência também já desmentiu muitos mitos antigos e é importante reforçar isso.
O autismo não é causado por:
Essas ideias ultrapassadas apenas geraram culpa e desinformação por muitos anos, algo que felizmente está sendo superado com base em conhecimento científico.
A ciência avança, mas uma coisa já está muito clara:
O autismo não é uma doença a ser curada, é uma forma diferente de funcionamento neurológico. Trata-se de uma condição de origem biológica e genética, que faz parte da diversidade humana.
Entender isso é o primeiro passo para substituir o medo pelo acolhimento, a culpa pela compreensão e a dúvida pela informação.
Mais do que buscar “culpados”, o foco deve estar em compreender as necessidades da criança, garantir um diagnóstico precoce e investir em intervenções adequadas.
Com apoio, amor e informação, é possível proporcionar uma vida plena, feliz e com muito desenvolvimento.
Com carinho,
Michele Leite
Mãe do Noah e sua companheira de jornada 💙